Após dois casos suspeitos de dengue, Oriente reforça luta contra mosquito

A Prefeitura Municipal de Oriente e a Secretaria Municipal da Saúde estão desenvolvendo intensa atividade e bloqueio para eliminar focos e criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da dengue.

Os dois casos da doença suspeitos na cidade, após exames, não foram confirmados, entretanto período de intensas chuvas e forte calor facilita a presença do inseto. “As suspeitas ocorreram em dezembro e janeiro, porém, felizmente, não se confirmaram e, após exame, a dengue ficou descartada”, detalhou o secretário municipal de Saúde, Tiago Parra Labigalini.

Uma das preocupações da Secretaria Municipal da Saúde é quanto a possível circulação do vírus tipo quatro pelo Interior de São Paulo. Esta variação da dengue é mais violenta e pode desencadear complicações mais sérias, como a dengue hemorrágica. “Por esta razão pedimos para que todos colaborem e limpem seus quintais, não deixem água parada em nenhum ponto da casa e, ao menor sintoma, como febre, dores no corpo e mal-estar procurar, imediatamente, um posto de saúde”, orientou o secretário municipal.
O prefeito Toninho Moris reforçou o conceito de que a dengue é um problema que precisa ser enfrentado por todos. “A Prefeitura de Oriente, através de seus funcionários e profissionais da saúde, vem fazendo a parte dela, realizando mutirão e limpeza. Agora, e importantíssimo que a população dê sequência ao controle e combate ao mosquito”.

No início de 2012, o Brasil registrou redução de 62% nos casos de dengue. Foram notificados 40.486 casos da doença, contra 106.373 no ano passado. Seguindo a mesma tendência, houve diminuição de 86% nos casos graves – que passaram de 1.345 (2011) para 183 (2012), e de 66% nos óbitos, que reduziram de 95 (2011) para 32 (2012).

Os dados mostram que houve aumento na incidência da doença em alguns estados, como Tocantins, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Sergipe. Do total de casos (40.486) notificados, 75% estão concentrados em 10 estados: Rio de Janeiro (4.275 casos e incidência de 26,7 por 100 mil habitantes); Minas Gerais (3.531 casos / incidência de 18); Pernambuco (3.495 / 39,7); Tocantins (3.450 /249,4); Pará (3.304/ 43,6); Bahia (2.743/19,6); Goiás (2.690/44,8); São Paulo (2.590/6,3); Ceará (2.322/27,5) e Espírito Santo (1.982/56,4). Dez cidades com população acima de 100 mil habitantes concentram o maior número de casos: Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE), Recife (PE), Rio Branco (AC), Parauapebas (PA) e Belo Horizonte (MG). Na região de Oriente, em Marília, quatro casos já foram confirmados. Três são autóctones e um importado. Paciente contraiu a doença após viagem de férias em um Estado do Norte.

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Por: Tribuna Regional