Hospital estratégico da rede pública, Santa Casa de Marília completa 85 anos na próxima terça-feira

Instituição presta serviços predominantemente cirúrgicos para região com mais de 60 municípios;

por ano, hospital mariliense realiza mais de 10 mil cirurgias

 

Com cerca de mil funcionários, 213 leitos, centro cirúrgico com nove salas e realização de cerca de 10 mil cirurgias por ano (830 por mês), a Santa Casa de Misericórdia de Marília completa no próximo dia 22, terça-feira, 85 anos de história. Pelos expressivos números e excelência nos serviços prestados, o complexo de saúde se destaca como parceiro estratégico da rede pública e soma mais de 73% de todos os atendimentos prestados ao SUS (Serviço Único de Saúde).

Legado de Bento de Abreu Sampaio Vidal, a instituição foi fundada duas semanas após a emancipação de Marília como o primeiro serviço de saúde do município, numa época em que o Estado fazia pouco pela assistência à população. Principalmente nas novas cidades, as sociedades beneméritas, pioneiros e religiosos assumiam o compromisso de fundar e manter instituições filantrópicas, baseadas no modelo das Misericórdias Portuguesas.

Visionário, o pioneiro Bento de Abreu concedeu a administração do patrimônio doado por ele à Irmandade, um grupo de cidadãos comprometidos com a manutenção da obra. A cada época, a Santa Casa atendeu às necessidades da população de diferentes formas. Já contou com uma maternidade, quando o serviço era escasso, também foi pioneira na formação profissional de enfermeiras e manteve uma casa para órfãos.

Em 85 anos muitas transformações ocorreram, visando a modernizar e adequar os serviços às necessidades atuais. Com excelência reconhecida em serviços como nefrologia (incluindo transplantes renais), cirurgia cardíaca, ortopedia, tratamento de queimados, entre outros, o hospital amplia estrutura física e adota processos para melhoria da qualidade, aliando tradição e inovação.

Para o provedor, empresário Milton Tédde, o complexo de saúde é uma herança de homens e mulheres valorosos, que testemunharam uma época difícil e tomaram atitudes que até hoje impactam na vida das pessoas. “A Santa Casa foi e continua sendo uma necessidade. Ela deve ser valorizada e modernizada, para cumprir seu papel com eficiência, ao lado do mariliense e da população da região quando mais precisam”, disse Tédde.

 

Plano diretor II – Para orientar o desenvolvimento, há cinco anos a direção da Santa Casa reuniu sua equipe técnica e desenhou um plano diretor. Na planta, foram previstas obras como a nova CPR (Central de Processamento de Roupas – lavanderia), novo SND (Serviço de Nutrição e Dietética) e construção das instalações da radioterapia, completando assim o atendimento oncológico.

Parcerias com o Estado, apoio de parlamentares e credibilidade junto a investidores têm garantido as obras que a Santa Casa precisa. De acordo com a superintendente, Kátia Ferraz Santana, ainda em 2014 todas as reformas e ampliações previstas no primeiro plano diretor estarão em execução. “A instituição sempre foi pioneira, sempre esteve à frente do seu tempo. Por isso já estamos debruçados trabalhando no segundo plano diretor, atentos às necessidades que estão por vir”, disse Kátia.

 

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