Vivo libera sinal 3G para Oriente

Tecnologia era comercializada desde 2011 mas encontrava-se com problemas

A novela acabou. Os usuários assíduos da tecnologia móvel que veio para ficar não mais precisarão ‘voltar seus celulares para 2G’ quando estiverem na cidade. A notícia veio na manhã desta quarta-feira em primeira mão à redação do portal OrienteSP que acompanhou todo o tramite entre legislativo, executivo e a empresa que soma mais da metade dos usuários de celulares da cidade.

Tudo começou ainda em 2013 quando o vereador Rodolpho Moris propôs uma moção de repúdio à operadora Vivo se referindo à ausência do sinal na cidade. Em documento aprovado pela Câmara por unanimidade, o mesmo inclusive citava cidades vizinhas que já usufruíam da tecnologia de acesso à internet por dispositivos móveis.

Em maio deste ano, a Vivo encaminhou a consultora institucional da regional de Bauru, Ana Maria Vocci Caricati, para apurar o ocorrido. A mesma se reuniu com o jornalista Sérgio Caetano Junior e os vereadores Rodolpho Moris e Osvaldo Alonge (que trazia reclamações de usuários de telefonia fixa). Em reunião, a mesma informou que a operadora. Na reunião, a consultora Ana Maria Vocci constatou a atual situação até mesmo verificando aparelhos de diversas marcas e modelos de usuários da operadora Vivo (da qual representa), em todos os casos verificados, o mesmo problema se apresentou.

Em junho, um técnico da Vivo entrou em contato com o jornalista Sérgio Jr. e irformou estar na cidade, uma semana depois, Caricati entrou em contato com o vereador Rodolpho Moris e, em conversa, afirmou que problemas no serviço haviam sido relatados e que a operadora trataria deste problema com devida urgência. De acordo com informações, a tecnologia havia sido instalada mas os problemas apresentados não se encontravam mais na garantia e por isso uma nova licitação haveria de ser feita para uma nova instalação.

Teoricamente, a Vivo comercializa a cobertura 3G para o município desde 2011, mas na prática o serviço não funcionava em sua totalidade. Há relatos de funcionamento em alguns pontos específicos da cidade, porém na maioria de sua extensão (inclusive no centro) o serviço não funcionava. A situação se agravava ainda mais na aquisição de parelhos de modelo iPhone do 5S onde o retorno para rede 2G não é possível por se tratar de um aparelho 4G.

Embora não haja um comunicado oficial da operadora, acredita-se que a tecnologia esteja em período de testes mas relatos de usuários avaliam positivamente seu funcionamento.

 

Entenda o que muda:

1G
É o sinal de telefonia analógico. Foi popularizado na década de 1980, mas mal foi utilizado para tráfego de dados, apesar de permitir velocidades semelhantes à conexão discada. O sistema mais utilizado nesta época era o AMPS (Advanced Mobile Phone System), que aos poucos deu lugar ao sinal digital, ou 2G.

2G
Começou a ser implantado na década de 1990, com a implantação do sinal digital, e até hoje é utilizado em várias partes do mundo. Ele utiliza principalmente o GSM (Global System for Mobile Communications) e está estabelecido como o principal recurso de conversação, por oferecer todos as ferramentas necessárias para as operadoras. Para internet móvel, no entanto, já está bastante defasado.

Para o tráfego de dados, já foram implantados o que foi chamado de 2,5G e 2,75G, padrões de transição para a tecnologia 3G. O 2,5G equivale ao GPRS (General packet radio service) e oferece velocidades de até 114 kbps. Já o “2,75”G é uma ligeira evolução que utiliza o padrão EDGE (Enhanced Data rates for GSM Evolution), que prevê uma média de velocidade de tráfego de 400 Kbps.

3G
É onde a maioria dos usuários da internet móvel se encontra hoje, incluindo o Brasil. A rede de terceira geração usa principalmente as tecnologias WCDMA ou CDMA e oferece velocidades mínimas de 200 kbps, segundo padrão do IMT-2000, mas promete velocidades muito superiores.

O WCDMA inclui as tecnologias HSPA e a evolução HSPA+, também comercializado no Brasil sob a alcunha de 3G+. O primeiro prevê velocidades de até 14 Mbps, enquanto o segundo chega até 21 Mbps. No Brasil, no entanto, os planos mais comuns são de 1 Mbps.

4G
É a onda do momento, e todas as operadoras de celular estão correndo para conseguir cumprir os prazos da Anatel para implantação da tecnologia aqui no Brasil antes da Copa do Mundo, em 2014. A quarta geração da internet móvel promete revolucionar a velocidade de tráfego de dados no país e utiliza a tecnologia LTE. (fonte: Olhar Digital)

 

FOTO: SÉRGIO C. S. JR

A consultora institucional da Vivo, Ana Maria Vocci Caricati e vereador Rodolpho Moris em reunião sobre a cobertura 3G da Vivo

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A antena da Vivo em Oriente está localizada em frente à Praça João Paulo II

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