Campanha salarial dos bancários entra em fase decisiva por melhores condições

 Diretores do Sindicato dos Bancários em Marília e Ourinhos fizeram balanço do movimento nas 75 agências bancárias da região

A campanha nacional dos bancários entra em sua reta decisiva nesta semana, conforme informações do presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, Geofredo Borges da Rocha. Nesta segunda-feira (dia 15), diretores da sede em Marília e da subsede em Ourinhos percorreram as 75 agências localizadas em toda a base territorial da entidade fazendo um balanço do movimento até o momento. “Reivindicamos uma reposição salarial de 12,5%, garantindo ganho real e a recuperação com as perdas inflacionárias dos últimos 12 meses”, destacou. De acordo com Geofredo, desde o início das rodadas da mesa de negociação com a classe patronal, não houve qualquer avanço em relação às cláusulas de 2014. As negociações referentes a índice salarial, PLR [participação nos lucros e resultados] e programas próprios [itens definidos de acordo com cada banco] foram realizadas em duas rodadas: a primeira entre os dias 3 e 4 deste mês e a segunda nos dias 10 e 11. “Mesmo assim, os banqueiros ainda não apresentaram a contraproposta”, criticou o presidente do Sindicato dos Bancários de Marília.

Nesta terça-feira, dia 16, as negociações serão retomadas, mas na pauta estarão assuntos relacionados a saúde e condições de trabalho. “Tudo indica que a primeira contraproposta desta campanha será apresentada pelos banqueiros na próxima sexta-feira, dia 19”, avisou o presidente Geofredo.

A categoria está unida, conforme relataram os diretores do Sindicato após percorrerem a base nesta segunda-feira, dia 15. Os sindicalistas conversaram com os trabalhadores das 75 agências bancárias e postos de atendimento avançados. São 31 locais de trabalho somente na cidade de Marília, 11 em Ourinhos e 33 distribuídos nas outras 15 cidades que integram a base.

Melhoria no piso salarial, maior participação nos lucros e resultados e fim das metas abusivas consistem nos principais itens da pauta de negociação. Os trabalhadores bancários também denunciam o excesso de cobrança no interior das agências, o que vem provocando o adoecimento precoce da categoria. “Atualmente 40% dos trabalhadores nos bancos sofrem algum tipo de adoecimento por conta da pressão. A pressão psicológica é tanta que muitos companheiros trabalham sob efeito de remédio tarja preta”, denunciou Geofredo. Por outro lado, o lucro líquido dos bancos só cresce. Levantamento aponta que só no primeiro semestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro do Bradesco, Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal cresceu 16,5%. “A variação por empregado foi de 17,7%. Isso significa que a atuação de cada empregado nesses bancos incrementou em mais de 17% o lucro entre um ano e outro”, disse Geofredo.

 

Manifestações

 

Em agosto diversas manifestações foram realizadas visando cobrar dos banqueiros melhores condições de trabalho para os bancários. Na semana passada, os bancários de Marília e Ourinhos retomaram os protestos e se concentraram em frente às agências da Caixa Econômica Federal para cobrar a isonomia com relação ao adicional de tempo de serviço [conhecido por ATS]. Tanto em Marília, quanto em Ourinhos, os sindicalistas protestaram contra a posição unilateral da direção da Caixa que desde 1998 tirou o ATS dos novos bancários da instituição. “Também lutamos pela igualdade no tratamento da licença-prêmio, que não vem sendo contemplada pelos novatos”, informou o presidente do Sindicato dos Bancários. Atualmente trabalham na base territorial da entidade aproximadamente mil bancários.

 

 

Foto Divulgação

Bancários fazem protesto em frente à Caixa Federal na semana passada

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