Santa Casa de Marília recebe novos equipamentos para UTIs

Emenda indicada pelo deputado federal Walter Ihoshi (DEM) destinou R$ 500 mil ao hospital

A Santa Casa de Misericórdia de Marília recebeu, e colocou em funcionamento, os seis novos ventiladores pulmonares e os quatro monitores completos de sinais vitais, ambos utilizados em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva). Os investimentos são resultado de emenda parlamentar indicada ao orçamento da União em 2013 pelo deputado federal Walter Ihoshi. Uma das unidades contempladas foi a REC (Unidade de Recuperação Cardiológica), que passa a contar com estrutura plena para retaguarda em cirurgias de alta complexidade.

Os ventiladores têm como principal função substituir o sistema de respiração normal. A ventilação mecânica é indispensável na medicina intensiva, além de ser usada na anestesia e ainda na “ressuscitação cardiopulmonar”. É um dispositivo fundamental, já que em muitas situações (durante cirurgias, no pós-cirúrgico ou durante intercorrências) o organismo é incapaz de manter o ciclo respiratório.

Os seis novos equipamentos permitirão a renovação de alguns ventiladores atualmente em uso e a melhor adequação da Unidade nos cuidados aos pacientes. O cardiologista intervencionista Pedro Beraldo de Andrade, coordenador da REC, lembra que o investimento se traduz em melhoria na assistência e presta um auxílio fundamental na recuperação dos pacientes. “Contamos agora com equipamentos e dispositivos dotados de tecnologia de ponta para a condução de casos de alta complexidade clínica”, disse.

O resultado é a extubação precoce, prevenção e menor exposição ao risco de infecção, com comprovada redução no tempo de internação. Os investimentos contribuem também para dinamizar a oferta de vagas na terapia intensiva, uma vez que leitos são liberados mais rapidamente e novos pacientes podem ser atendidos.

O médico ressaltou ainda a importância dos monitores de sinais vitais e de débito cardíaco contínuo. São ferramentas que possibilitam à equipe médica o dimensionamento da evolução clínica e necessidade de intervenções precoces no ambiente de UTI. “Atendem de forma satisfatória as necessidades dos pacientes que requerem um monitoramento mais completo”, ressaltou o médico.

Suporte – Inauguradano início de 2014, a Unidade de Recuperação Cardiológica tem oito leitos e alta rotatividade de pacientes. A finalidade é atender, prioritariamente, recém-operados pelo serviço de Cirurgia Cardíaca do hospital, além daqueles que passam pelos procedimentos no setor de Hemodinâmica, com técnicas menos invasivas como angioplastia e cateterismo.

A taxa de ocupação atual gira em torno de 90%. São cerca de 100 pacientes por mês, com uma média de 23 submetidos a cirurgias e os demais a outros procedimentos que demandam tratamento intensivo. Com a estrutura física voltada ao atendimento rotativo, mantém permanência média de 3 dias.

“Além dos equipamentos, destacamos sobretudo o trabalho da equipe multidisciplinar. Temos um corpo de enfermagem atuante, fisioterapeutas presentes nas 24 horas, fonoaudiólogos, nutricionistas e outros profissionais à disposição para nos auxiliar na atenção ao paciente, garantindo um cuidado e atenção plenos, com resultados expressivos”, disse Beraldo.

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